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O Tata e a Lua de capacete numa parada da Volcano, com os morros verdes do sul de Minas lá embaixo

relato de via

Volcano: uma das 50 clássicas na Pedra do Elefante, em Andradas

Pedra do Elefante, Andradas (MG)3 min de leitura

Em junho de 2022, a gente foi para Andradas, no sul de Minas, escalar a Pedra do Elefante com o Henrique, o Marcão e a Carol. Foram duas turmas: eles entraram na Erupção, em móvel, e a gente fez a Volcano, mais uma do livro das 50 escaladas clássicas do Brasil. Chegamos ao cume às 14h28 do dia 25 de junho e anotamos no livrinho.

A gente combinou em casa: cada um guiaria uma cordada, e quem chegasse na parada já tocava para cima. O Tata guiou a 1ª e a 3ª; a Lua, a 2ª e a 4ª. Assim a via andou bem mais rápido.

Acesso

A trilha é puxada. Se você acha a aproximação do Baú tensa, venha para Andradas. Tem estacionamento embaixo. Você sobe até encontrar uma cerca, caminha ao lado dela, pula a cerca e chega ao acesso das bases das vias.

As cordadas

1ª cordada (Tata). Um rampão com umas agarras de dedo pequenas. A beta é trabalhar e confiar no pé. Atenção no fim: você chega em duas paradas. A da direita é a da Volcano; a da esquerda é da Era do Gelo.

2ª cordada (Lua). Uma fendona bonita.

3ª cordada: o crux (Tata). Entre a segunda e a terceira parada fica o crux: uma fendinha que termina num lance só de reglete e pé preciso. Faz jus ao quinto grau, e o que pega é mais a exposição. Os regletes são específicos: não tem vários para escolher, tem os certos, e você vai acertando um por um. Depois vêm uns agarrões de ginásio, de mão cheia. A dica de quem fez: numa dupla, deixe a terceira cordada para quem encara com mais coragem.

4ª cordada (Lua). Volta a ficar positiva, cheia de agarrão. Mais curtição do que escalada, com tempo para olhar a vista.

A beta da via inteira. Os melhores caminhos vão para o lado da exposição. Quando sentir dificuldade, vá para o lado que dá mais medo: provavelmente é lá que tem agarra. Tem muita agarra de oposição, e a rocha tem uns biquinhos, tipo choquito, que encaixam bem o pé.

O Tata e a Lua de capacete sorrindo no cume da Pedra do Elefante, com o céu azul ao fundo cume do Elefante

Água e sol

Leve bastante água. O sol bate nas costas a escalada toda, e a gente subiu com uma garrafinha só para os dois: chegamos ao cume mortos de sede.

Descida

Duas opções: uns três ou quatro rapéis pela Era do Gelo, ou a trilha a pé. Dizem que no caminho da trilha tem uma nascente de água boa para beber.

A volta pela trilha no fim da tarde, entre os morros de Andradas a volta, no fim da tarde

Onde ficar

No abrigo do Seu Paulo, que inclusive aparece no livro das 50 clássicas. E fique para o pôr do sol: o especial de Andradas é o fim de tarde.

Vale a pena?

Sim. É uma clássica de verdade, curta, com uma cordada de crux técnica e o resto de agarrão e oposição. E fazer revezando as guiadas deixa o dia mais rápido e mais divertido.

O relato é do que vivemos na via em 25 de junho de 2022.

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