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Curso de fendas e proteção móvel em São Bento do Sapucaí: o que a gente aprendeu
A gente fez um curso de técnicas de escalada em fenda e de uso de proteção móvel com a BigWall Escalada, do Azeite, em São Bento do Sapucaí. Foram dois dias: o primeiro na Falésia Vista Aérea, que a gente ainda não conhecia, e o segundo no Bauzinho, onde terminamos na via Corneto.
Busque uma instrução profissional antes de começar a colocar proteção móvel. É a sua vida que está ali.
o nosso conselho, que vale para qualquer pessoa
Dia 1: Falésia Vista Aérea
A primeira parte foi entender as peças: como os camalots funcionam, por que uma peça precisa estar alinhada com a fenda para segurar, como testar puxando na direção da queda e como alongar a primeira peça para não dar arrasto. Depois, a prática nas fendas da falésia, com os entalamentos:
- Mão e punho: enfiar a mão e girar até travar. Quando você acerta um punho bem entalado, ele não sai por nada.
- Ring lock: é bem técnico e não sai perfeito de primeira. A ideia é criar uma trava entre o polegar e o indicador.
- Pé na fenda: joelho para fora, pé torcido, confiando no pé.
a Falésia Vista Aérea, no primeiro dia
Dia 2: o Bauzinho e a Corneto
No segundo dia, subimos pela trilha do Bauzinho até o colo, onde começam as vias do lado da Normal do Bauzinho, para descer de rapel e fazer algumas subidas.
A Corneto (Tata). O primeiro lance tem um crux de 7a: sentar num tetinho, pegar umas mãos baixas, ir para um abaulado e subir o pé aberto. O segundo é um sexto por uma fenda que fica levemente negativa; depois você joga para a esquerda e, perto do fim, tem uma agarra ruim com pé ruim, de muita pressão. O que mais mexe com a cabeça é o começo: uma travessia lateral, saindo da entrada da Normal do Bauzinho, com o vale lá embaixo. A colocação das peças é bem didática: você olha e vê onde entra cada uma.
A fenda da Lua. A Lua guiou uma via de fenda mais fácil, um quarto ou quarto sup, perto do começo da Corneto. Usou um camalot #5, enorme, e colocou duas peças pequenas juntas, em backup, onde não confiava numa só. No crux, uma peça #5 e logo acima mais uma, no mesmo lugar. A Luiza, que veio limpando, deu nota para as colocações: as pequenas estavam ótimas, mas a segunda antes do crux estava “over came”, apertada demais, difícil de tirar. Depois, um trepa-mato bem no estilo do Marumbi. A Lua preferiu não subir a segunda cordada da Corneto, e tudo bem: saber a hora de não ir também faz parte.
A luva de fita
A luva de fita protege a mão nos entalamentos. Duas lições de quem ralou a mão:
- Comece e termine o esparadrapo na palma da mão, do lado de dentro. Na borda ou nas costas da mão, ele solta fácil.
- Trabalhe a fita em “Z”, puxando e descendo, para ela não rasgar quando você faz força.
a luva de fita, versão 2
E depois do curso?
É outro esporte. Mesmo com a escalada esportiva bem resolvida, a tradicional traz uma adrenalina nova e muita coisa para estudar e treinar. A gente saiu querendo colocar peça em todo lugar, com calma e atenção. Anos depois, o caminho levou a gente ao curso de off-width em Sapopema e a vias inteiras em móvel, como a Elektra.
Curso da BigWall Escalada, em São Bento do Sapucaí.
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