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Escalador num paredão de calcário alaranjado na Serra do Cipó

guia do lugar

Serra do Cipó: tudo que você precisa saber para escalar lá

Serra do Cipó, Santana do Riacho (MG)4 min de leitura

“Eu acho que viveria mais uma vida inteira e não conseguiria escalar todas as vias que existem aqui no Cipó.”

Lilian, que escala na Serra do Cipó desde 2010

A Serra do Cipó, em Minas Gerais, é um dos picos de escalada esportiva mais clássicos do Brasil. O William Lacerda, com 30 anos de escalada, resumiu assim: é considerado o setor número um do país em quantidade e qualidade de vias esportivas. A gente passou quatro dias lá no feriado de Páscoa de 2025, e este guia junta o que aprendemos com o que os locais nos ensinaram.

Como chegar

O caminho mais prático é voar até Confins e alugar um carro em Belo Horizonte. Do centrinho da Serra do Cipó até a entrada das trilhas dos setores ainda é um pedaço, então carro faz muita falta.

Uma dica do perrengue que a gente passou: confira antes as exigências da locadora (no nosso caso, cartão de crédito físico). E leve isso em conta no horário de chegada.

Onde parar: na frente da porteira de acesso aos setores tem só quatro vagas boas. O resto da galera estaciona na beira da estrada. O lugar enche, então chegue cedo.

Escalador de mochila amarela na trilha de terra vermelha entre as árvores, a caminho dos setores trilha curta e tranquila, mas o sol queima

Quanto tempo ficar

O Luiz Moraes Jr., que vem de Curitiba escalar no Cipó há mais de dez anos, deu a dica: não é lugar de bate e volta. Programe pelo menos quatro ou cinco dias para uma viagem dedicada à escalada. E conte com o cansaço acumulando: no terceiro dia, a gente já estava moído.

A rocha

É calcário, com formações bonitas e muitas agarras lisas e polidas pelo uso, principalmente nas vias mais clássicas. Cada tipo de pedra muda a forma de agarrar e de escalar, e vale chegar com a cabeça aberta para isso: até o Will, com 30 anos de escalada, contou que sentiu medo no estilo do Cipó, com costuras mais longe.

Escaladora pendurada na corda entre paredes de calcário cinza dentro da mata calcário por todo lado

Setores por onde passamos

  • Thundercats, com uma caverna no caminho que parece cenário de Indiana Jones, e vias como a Diversão Garantida.
  • Vale Zen, com a Jequitibá e a Dark Side of the Moon.
  • Anfiteatro e Sala da Justiça, o nosso dia das clássicas: Árvore da Vida, Johnny Quest e Lamúrias de um Viciado.
  • República Chilena, onde fizemos a Conexão Cipó.

As vias que fizemos

Via Grau Como foi
Ninhos 6º No último dia, com beta ao vivo
Sexto Sessentão 6º Exposta. Rendeu um belo fiasco e um rapel com a corda quase presa
Árvore da Vida 6ºC Saiu de uma entrada só
Johnny Quest 7a Crux bem marcado, explicado no vídeo
Conexão Cipó 7a Na República Chilena
Lamúrias de um Viciado 7b Não saiu no sábado, virou cadena no domingo

A Lamúrias de um Viciado é uma das vias mais clássicas do Cipó (não confunda com a Lamúrias de um Condenado, que fica em outro pico). O crux é lá em cima, num negativo, com uma parte mais técnica de morder agarra pequena e outra de força. Ficou como pendência no sábado e saiu no domingo, filmada de drone.

Escalador num lance de teto em calcário, pendurado pelas mãos na borda da pedra força de braço no calcário

Indicações dos locais para quem escala forte

Os locais que entrevistamos deixaram a lista de quem quer projeto:

  • Sequelados (9a)
  • Ética Decomposta (9b), uma clássica grande com muito reglete e um negativo gigante; muita gente faz só a metade, a Etiquinha (8a)
  • Sinos de Aldebaran
  • Heróis da Resistência
  • Escamoso

Depois da escalada

O centrinho da Serra do Cipó é animado à noite: a gente comeu hambúrguer no Madalena, parrilla, crepe e açaí. E se der, programe a viagem para fechar com uma comemoração. A nossa terminou com o aniversário da Lua na base da via.

Abraço de comemoração na base da via, no meio da mata fim de viagem do jeito certo

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